terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Apenas pequenina
Queria poder esquecer que sou uma jovem e que ainda tenho muita coisa pra aprender. Isso realmente me irrita! Porque muitas vezes eu me sinto tão cheia de mim, tão importante e tão responsável, mas ai novamente vem aquela voz, essa que vem do interior de muita gente, e me diz pra manter os pés no chão porque a vida ta só começando. Eu tento não pensar muito nisso, acredito que muitas das coisas que eu faço são grandes responsáveis por isso, por ocultar os problemas que uma pequena como eu pode ter. E como disse, pequena. É assim que me sinto, pequena em todos os sentidos. Mas posso encarar isso como algo positivo, ser a pequenina me parece um pouco meigo e é como se sempre existisse alguém pra me proteger. No fundo é isso que eu sempre busquei, alguém pra estar por mim, alguém que se preocupe. Eu queria tanta coisa, queria que as coisas fossem fáceis assim como todo mundo um dia vai querer. Mas eu também queria desejar coisas que ninguém desejasse, queria ser única e exclusiva. Queria não deixar que ninguém soubesse das minhas fraquezas, queria não deixar que meu humor interferisse na minha capacidade de escrever, porque eu abandonei um sonho tão profundo que vez ou outra grita "eeei, estou aqui, não desista de mim". Mas ai eu me irrito de novo, porque estou escrevendo sobre sentimentos, sobre o que passa na minha vida MAS ISSO MUITA GENTE FAZ. Vez ou outra meu egoísmo se eleva e eu desejo ser a única capaz de escrever, a única capaz de cantar, a única aniversariante do décimo dia do mês de janeiro, a única brasileira que fala espanhol. Desejo mesmo e sem vergonha alguma porque eu ainda acredito que nasci para fazer a diferença. Mas infelizmente ainda não descobri onde. Por isso que tudo isso sempre fica no "queria", porque nada disso se mostrou impactante o suficiente para me fazer brilhar. E mas uma vez, queria esquecer que sou jovem e ter as sábias palavras de quem já viveu bastante e pode contar histórias. Mas isso ainda não faz parte mim, quem sabe um dia...
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Queria ser
Eu queria ser diferente, ser notada. Mas eu sou tão igual aos outros, tão humana! Eu sempre sonhei em fazer a diferença, descobrir a cura para uma devastadora doença ou gravar um disco que ficaria ali durante gerações. Eu sonhei muito, imaginei coisas impossíveis, desejei o inalcansável e hoje vivo da minha simples realidade! Na verdade é esse o destino de muitas pessoas, apenas sonhar. O que me faltou foi um pouco mais de determinação, de ousadia, me faltaram, talvez, motivos para seguir adiante. Mas existe uma coisa na qual eu sempre acreditei: Se fez parte de você, mais cedo ou mais tarde estará ali novamente e se não estiver é porque nunca lhe pertenceu. Queria ser eu mesma e buscar sem desistir, queria ser eu mesma e não deixar nada ir embora, queria ser eu mesma e agradar sempre, mas eu sou tão humana que pareço muitas vezes não ser eu mesma, até porque a "eu mesma" nem eu conheço!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Um escoteiro compreende!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Talvez não seja ruim
Tinha tudo para ser um dia perfeito, a chuva caía e eu estava deitada na minha perfeita cama nova, que aliás era um milagre, porque minha mãe tinha me enrrolado muito tempo para comprar aquela cama e finalmente ela comprou. Mas como eu disse, tinha, porque quando eu olhei para o lado vi dentro da minha mochila, que estava jogada no chão, o cd com todos os dados do meu trabalho, na verdade do nosso, porque o trabalho era em grupo e o responsável por organizá-lo era o Lucas. E o pior de tudo era que o trabalho tinha que ser entregue no dia seguinte. Levantei revoltada sem saber o que fazer, eu podia ter certeza que havia entregado aquele cd para o babaca do Lucas e não fazia ideia de como ele foi parar ali. Peguei meu celular e comecei a procurar o número dele, afinal ele podia muito bem ir buscar aquele cd na minha casa. Mas como quando a gente tem que ter o dia de azar nada muda isso, eu não encontrei o número que misteriosamente sumiu da minha agenda. Era o fim, eu ia ter que sair naquela chuva! Peguei a calça jeans que usei no dia anterior, coloquei um casaco e a mochila nas costas, ia aproveitar para entregar o caderno dele, como esse menino estava distraído no dia anterior! Eu andava em passos largos, atravessando todas as 10 quadras que distanciavam nossas casas. Quando finalmente cheguei, ninguém estava lá! Incrédula, sentei na escadaria para pegar o caderno com a esperança de encontrar um telefone, e na primeira página ele tinha escrito: "Júlia, me espera na ponte, ok?" Eu não estava acreditando naquilo tudo, ele só podia estar brincando com a minha cara. Levantei irritada e segui em direção à ponte, quando chegasse lá esse garoto ia me ouvir. Não tinha ninguém nas ruas, só carros estacionados e água na pista. Eu segurava meu gorro para que não molhasse meu cabelo, isso já seria demais. Quando cheguei à ponte lá estava ele, parado observando o lago. "Vem cá, você não tem mais o que fazer não? Eu aqui preocupada com esse trabalho e você fazendo joguinho?" peguei o cd e entreguei nas mãos dele. Ele pegou o cd, o olhou por um instante e o jogou no lago! "Você está maluco? Olha o que você fez!" E ele me olhava ainda calmo " Aquele não era o cd do trabalho, pode ficar tranquila. Eu sabia que se eu te chamasse aqui hoje, não iria vir. Precisei arrumar uma desculpa" Eu estava ficando cada vez mais indignada " Me chamar pra que Lucas? Ta chovendo, eu estou toda molhada e você ainda me faz vir aqui? O que seria tão importante assim que não podia esperar para amanhã?" "Você sempre me disse que seu sonho era fazer isso..." "Isso o que garoto?" E me beijou, um beijo leve, carinhoso. O Lucas e eu tínhamos uma história, história esta que acabou quando ele foi passar um tempo longe, e desde que havia voltado não tínhamos tocado no assunto "nós". Eu não conseguia entender o porque de tudo aquilo. Quando nos soltamos eu não sabia o que dizer. " Eu não aguentava mais ficar longe de você, eu te amo Júlia" E como eu sempre acreditei que atitudes valem mais que palavras, o beijei. E vi que aquele dia não precisava terminar ruim como começou.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Para mim...
Olá querida,
Creio que não me conheça, ou melhor dizendo, parece-me loucura escrever pra você pois sei que não existe e nunca existirá. Você é tão segura de si mesma, tão responsável quanto aos seus atos que precisava dizer-lhe ao menos porque não deixei, e nem deixarei, que exista. Quando era pequena, o meu único sonho era ser uma moça conhecida, estar nas passarelas e usar roupas bonitas e agradáveis. Mas com o tempo percebi que não era aquele mundo que queria para mim, então criei você. Uma moça bonita e comportada, decidida e com personalidade forte. Um rosto capaz de mil sorrisos e de mil olhares. Você seria conhecida pelo mundo inteiro, e todos se espelhariam em você. Seu rosto seria visto em todos os teatros desse país, e em todas as televisões também. Além disso, sua voz contagiaria o mundo inteiro e suas músicas seriam escutadas por muitas gerações. Você seria o modelo perfeito de Atriz/Cantora. Sempre foi comum as pessoas seguirem as duas carreiras, e era isso que você seria, ou se preferir, era isso que eu seria. Mas eu não conseguia te enxergar muito longe, não conseguia identificar os mil sorrisos dos quais falei. Foi ai que de súbito, percebi que meu lugar não seria na frente dos palcos, e sim atrás, acompanhando cada detalhe, cada palavra escrita por mim. Eu, e agora já não digo mais você, seria uma escritora, foi sempre o que desejei fazer, mas você me ajudou a perceber isso. Por alguns momentos creio que chegou a existir, em alguma brincadeira de criança ou em alguma apresentação de escola. Por isso sinto que lhe devia explicações quanto a pessoa que me tornei. Escritora e sem arrependimentos, lembrando sempre de você, com seus mil olhares, e levando comigo, a sua personalidade forte. Espero que possas compreender, e se te conheço, sei que ficará feliz por isso, você sempre quis o melhor para nós.
Um abraço querida, sinto muito que seu destino seja existir apenas em minha memória
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Notificações
Olá pessoal
Sei que ando sumida, mas a vida não é fácil. Ando muito atarefada, mas tenho uma notícia boa.
Não sei se lembram da série Voltarei um dia (pra quem não lembra da uma olhadinha), mas enfim, eu terminei a história! E em breve postarei para vocês. Queria postar agora, mas acabei de perceber que ficou com a minha professora de Produção de Texto, mas quando ela devolver eu posto. Hoje eu fiquei muito feliz quando abri o meu e-mail e vi que recebi um selo da linda Bruna Morgan do Projeto Créativité , ta ai pra vocês verem.
Um abraço
Sei que ando sumida, mas a vida não é fácil. Ando muito atarefada, mas tenho uma notícia boa.
Não sei se lembram da série Voltarei um dia (pra quem não lembra da uma olhadinha), mas enfim, eu terminei a história! E em breve postarei para vocês. Queria postar agora, mas acabei de perceber que ficou com a minha professora de Produção de Texto, mas quando ela devolver eu posto. Hoje eu fiquei muito feliz quando abri o meu e-mail e vi que recebi um selo da linda Bruna Morgan do Projeto Créativité , ta ai pra vocês verem.
Um abraço
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Aprende a suportar
Querido,
Tenho notado uma certa frieza em seu olhar, em seus beijos, em seus abraços... Acredito que sei o motivo para tanta distância entre nós. Sinto muito pelo que aconteceu, eu também me sinto mal com tudo isso e por dias me senti culpada, afinal, era eu a responsável, eu quem o estava carregando. Não sei te explicar o que sinto em relação a tudo isso no momento, é triste dizer mas ainda me sinto uma adolescente. Afastei-me uns dias para pensar, ou até mesmo para te deixar pensar. Quando entrei na minha antiga casa, encontrei uma caixinha, com várias fotografias e não resisti ao chegar perto. Fotos que eu nem ao menos me recordava ter tirado um dia. Lembranças que me fizeram chorar cada vez mais e me fizeram escrever esta carta. Ao ver todas essas fotos percebi que eu ainda não cresci, tenho apenas 19 anos e não suportaria tanta responsabilidade. Sei que era seu sonho, sei que sonhávamos juntos, mas eu estava iludida com aquele mundo novo, com aquela realidade nova. Quantas vezes eu vestia minhas bonecas, trocava fraldas e dizia ser uma ótima mãe? Momentos que ficaram registrados nessas inúmeras fotos, mas foram momentos de brincadeira, sem muito o que fazer. Creio que deve estar pensando que fiz de propósito, talvez esteja colocando a culpa em mim, mas aprende a suportar algumas dores,
porque elas farão de ti uma pessoa melhor. Não será buscando um culpado que conseguirás trazer o Gustavo de volta. Sei que nunca pode tê-lo nos braços, protegê-lo, mas talvez assim tenha sido melhor. Não foi fácil perder uma criança com 5 meses de gravidez, e nem tem sido fácil aceitar, mas estou tentando e me recuperarei. Dói-me mais o fato de não ter o seu apoio, mas respeito a sua dor e não mais te incomodarei. Agora só me resta a companhia do Teddy, afinal toda menina um dia teve o seu companheiro de pelúcia.
Tenho notado uma certa frieza em seu olhar, em seus beijos, em seus abraços... Acredito que sei o motivo para tanta distância entre nós. Sinto muito pelo que aconteceu, eu também me sinto mal com tudo isso e por dias me senti culpada, afinal, era eu a responsável, eu quem o estava carregando. Não sei te explicar o que sinto em relação a tudo isso no momento, é triste dizer mas ainda me sinto uma adolescente. Afastei-me uns dias para pensar, ou até mesmo para te deixar pensar. Quando entrei na minha antiga casa, encontrei uma caixinha, com várias fotografias e não resisti ao chegar perto. Fotos que eu nem ao menos me recordava ter tirado um dia. Lembranças que me fizeram chorar cada vez mais e me fizeram escrever esta carta. Ao ver todas essas fotos percebi que eu ainda não cresci, tenho apenas 19 anos e não suportaria tanta responsabilidade. Sei que era seu sonho, sei que sonhávamos juntos, mas eu estava iludida com aquele mundo novo, com aquela realidade nova. Quantas vezes eu vestia minhas bonecas, trocava fraldas e dizia ser uma ótima mãe? Momentos que ficaram registrados nessas inúmeras fotos, mas foram momentos de brincadeira, sem muito o que fazer. Creio que deve estar pensando que fiz de propósito, talvez esteja colocando a culpa em mim, mas aprende a suportar algumas dores,
porque elas farão de ti uma pessoa melhor. Não será buscando um culpado que conseguirás trazer o Gustavo de volta. Sei que nunca pode tê-lo nos braços, protegê-lo, mas talvez assim tenha sido melhor. Não foi fácil perder uma criança com 5 meses de gravidez, e nem tem sido fácil aceitar, mas estou tentando e me recuperarei. Dói-me mais o fato de não ter o seu apoio, mas respeito a sua dor e não mais te incomodarei. Agora só me resta a companhia do Teddy, afinal toda menina um dia teve o seu companheiro de pelúcia.
Um Abraço
Élen
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Infantilidade
Um após o outro, os dias iam se passando. Nunca pensei que seria esquecida daquela maneira, afinal, sempre fui o centro de todas as atenções. Isso sempre me foi peculiar, fazer com que as pessoas sentissem a minha falta. Chegou a ser tão comum que havia me esquecido do fato de ter escrito uma carta antes de isolar-me. "Não preciso que me procurem, não preciso de companhia..." e mais um bando de palavras que pensava eu, não seriam tomadas como verdadeiras, essa não era a primeira vez que eu fazia isso. Só que dessa vez creio que fui longe demais. Depois de uma longa discussão dentro de casa, juntei minhas coisas e vim para cá, um lugar onde todos me achariam, aquela antiga casa que todos usavam para acampamentos de fim de semana. Aquele sempre era o meu refúgio, e pouco mais de três horas que ali ficava, aparecia alguém para implorar a minha volta. Mas dessa vez faziam cinco dias e ninguém aparecia, começava a preocupar-me. Alguém bateu na porta e um sorriso irradiou-me. Fui correndo abrir a porta sem preocupar-me em perguntar quem ali estava. Quando a abri, decepcionei-me. Ninguém estava ali de braços abertos para um longo abraço, nenhum par de olhos me fitava e derramava lágrimas ao me ver, apenas uma pequena caixa no chão estava aguardando ser aberta. Triste, abaixei-me e peguei a caixa para desvendar seu conteúdo. Fechei a porta com os pés enquanto procurava algo que me mostrasse o remetente daquela caixa. Sem nenhuma identificação fiquei receosa ao abrir, mas a curiosidade falou mais alto. Surpresa com o que vi? Não muito, o conteúdo já me era conhecido. Aquelas fotos traziam-me lembranças boas, ou talvez angustiantes, isso variava de uma para outra. Fiquei tão hipnotizada olhando aquelas pequenas lembranças, que só depois de algum tempo percebi que bem no fundo da caixa, havia uma carta.
" Fotos, aquelas capazes de trazer lembranças que pareciam não mais existir. Você deveria entender que as coisas não funcionam sempre conforme você planejou ou quis algum dia. Sei que sente vontade de voltar, mas seu orgulho sempre foi mais forte. Meu anjo, chegou a hora de você cair na real e ver que o mundo não para por você, que nós também não. De todas as outras vezes que você fez isso, eu não estava por aqui, mas dessa vez eu estou e fiz questão de não procurá-la, eu sempre fui o único que se preocupou com você, mesmo sendo duro as vezes, e dói chegar por aqui e ouvir que você sumiu, ver a sua mãe desesperada querendo chamar a polícia. Confesso que ri na frente de sua mãe e ela não gostou muito, mas eu sabia exatamente onde você estava e o que queria com tudo isso. Mas dessa vez foi diferente, você ficará por ai até ficar doente e resolver voltar..." Já estou doente, falei comigo mesma. Então me deitei novamente e cobri o corpo doente com a coberta. Continuei ali deitada sem saber o que fazer, ele estava certo, e isso me incomodava, porque ele sempre tinha razão. Mas o que custava me mandar flores, ou então me abraçar? Não, ele precisava me dar uma grande lição de moral. Como sempre, levantei-me e comecei a arrumar minhas coisas para voltar pra casa, ele estava me esperando, eu sabia que aguentaria aquela cara de bravo, afinal, ele tinha razão, eu precisava ser mais forte.
domingo, 7 de agosto de 2011
Voltando
Olá pessoal, depois de algum tempo fora, eu voltei! E agora com tempo para poder escrever para todos vocês ! E como a nosso querido blog está sempre crescendo, nada como boas notícias, não é mesmo?
Pois então, o Projeto Créativité voltou a funcionar, e o Flor de Diamantes não perdeu essa grande novidade e já participou de 2 edições, com 2 textos postados antes aqui. Ai embaixo tem os selinhos que o blog ganhou e o link dos textos que foram publicados, para quem não se lembrar dar uma olhadinha! Fiquem atentos, logo mais começamos com nossa tempestade de ideias!
Um grande abraço,
Érica Arruda
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Informativo
Queridos leitores, o Flor de Diamantes se encontra com poucas postagens pois a sua linda autora está ocupada com o JAMgada, mas logo mais depois do dia 7, voltarei com força total.
Espero que aguardem e continuem por aqui.
Um abraço
Érica Arruda
Espero que aguardem e continuem por aqui.
Um abraço
Érica Arruda
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Obrigada
Poderia falar mil palavras, poderia passar noites acordada por ti, muitas pessoas fazem isso, poderia fazer milhões de coisas por você, mas não o faço. Na verdade, eu nunca fiz muito, mas sabes que tentei. Mas eu sou assim, você quis que eu fosse assim. Tenho esse meu jeito ignorante e arrogante, troco o certo pelo duvidoso, faço coisas que não são de seu agrado, mas sempre te amei. Sei que assumi responsabilidades com você que exigiriam mais de mim, mas como eu sempre digo, eu sou fraca e me sinto envergonhada por esse fato. Mesmo assim, quero agradecer, por todos os momentos que esteve ao meu lado. Sei que fostes o único que não me abandonou, mesmo nos tristes momentos que duvidei de você. Prometo seguir-te por toda a minha vida, eu pude escolher e nunca trocarei de ideia, você sim pode me fazer feliz. Obrigada Deus, por acompanhar-me nessa caminhada, sem ti nada seria. Obrigada pela minha vocação, seguirei sempre ao teu lado.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Nossa querida utopia
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Hoje eu chorei
Hoje eu chorei. Ao ao ouvir a tua voz no telefone, não suportei. Lembrei-me de quando a gente se amava e percebi o quão distante esse tempo se tornou. Fazia já algum tempo que não escrevia assim, na verdade você sempre foi a minha fonte de inspiração, a única coisa proveitosa em lembrar de sua existência. Sabe, eu tentei ao máximo sair da sua vida, tentei não te ligar e nem ao menos atender as suas ligações... Mas eu não consegui. Esse sempre foi o meu maior defeito, a minha fragilidade. Lembro-me do quão grande era o medo de te ver partir e da dor imensa que me cravou o peito quando você se foi. Prometi não chorar, prometi não sofrer, prometi que não ia mais querer te ver. Milhões de tentativas frustadas de te esquecer ocorreram. Quantas e quantas vezes busquei gostar de outra pessoa e apenas decepcionei-me mais... As pessoas sempre dizem que o tempo resolve tudo, que tudo vai se acertar. Mas parece que esse tempo não passa, parece que nada se resolve! Queria desprender-me desse amor, na verdade, queria desprender-me desse medo de solidão. Queria saber viver sem pensar com quem estarei futuramente, quem será o responsável pela minha felicidade futura. Se tivesse condições, fugiria. Sempre tive essa vontade de isolar-me do mundo, e se tivesse oportunidade, o faria. Mas as coisas não funcionam assim, só os filmes, os livros, os grandes e pequenos romances nos proporcionam essa solução. Deve ser esse o motivo para sentir-me tão próxima e íntima das palavras. São elas que me permitem tudo, posso voar, posso encontrar um príncipe encantado, posso ser uma rainha, posso apenas ser, sem exitar em compreender. Quem me dera ao menos uma vez acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes. Se todas fossem felizes, eu também seria. Não que esteja dizendo que não sou, mas como disse antes, hoje eu chorei, e todas as lembranças ruins que estava tentando apagar, estão presentes novamente em minha memória. No momento, não estou feliz. Gostaria de estar, poder escrever palavras bonitas e aconchegantes. Mas a guerra ainda não acabou, seguirei lutando até que um dia eu vença, ou como em qualquer guerra, até que eu morra.
terça-feira, 5 de julho de 2011
1 ano vivendo intensamente!
Como vocês podem ver, o blog está de cara nova! E existe um motivo especial para tanta dedicação: O Blog fez 1 ano de existência!
E como boa blogueira que sou, eu precisava agradecer aos meus queridos leitores.
No começo é assim, você escreve sem saber realmente o que está fazendo, ou apenas para soltar palavras que não são ditas para as pessoas que deveriam ouvi-las. Só que tudo isso começa a fazer parte da sua vida, parte dos seus sonhos. Sim, ser uma escritora reconhecida com milhões de livros vendidos se tornou meu sonho desde quando comecei a me empenhar com meu blog. Muitos blogs por ai tem milhões de seguidores, e confesso, gostaria que o meu também tivesse. Mas agradeço profundamente pelos meus 39 seguidores e também aos meu leitores que não me seguem. Durante este ano que se passou, eu pude crescer dentro do universo chamado "blogosfera" e fico feliz por isso. O blog já ganhou algumas colocações e a cada vez que eu via meu nome estampado nos projetos, ficava com um sorriso enorme no rosto. É essa a minha felicidade, escrever e saber que ao menos alguém lê o que escrevo. Mas tudo isso ocorreu não só por mim, mas por todas as pessoas que um dia me apoiaram, que me davam inspiração. Meus amigos, meus colegas, meus leitores, meus anjos da guarda. Foi assim que o Flor de Diamantes cresceu, e diferente do que ele era quando foi criado, hoje ele já não pertence a mim, ele pertence a todos vocês!
Um grande abraço
Érica Arruda
E como boa blogueira que sou, eu precisava agradecer aos meus queridos leitores.
No começo é assim, você escreve sem saber realmente o que está fazendo, ou apenas para soltar palavras que não são ditas para as pessoas que deveriam ouvi-las. Só que tudo isso começa a fazer parte da sua vida, parte dos seus sonhos. Sim, ser uma escritora reconhecida com milhões de livros vendidos se tornou meu sonho desde quando comecei a me empenhar com meu blog. Muitos blogs por ai tem milhões de seguidores, e confesso, gostaria que o meu também tivesse. Mas agradeço profundamente pelos meus 39 seguidores e também aos meu leitores que não me seguem. Durante este ano que se passou, eu pude crescer dentro do universo chamado "blogosfera" e fico feliz por isso. O blog já ganhou algumas colocações e a cada vez que eu via meu nome estampado nos projetos, ficava com um sorriso enorme no rosto. É essa a minha felicidade, escrever e saber que ao menos alguém lê o que escrevo. Mas tudo isso ocorreu não só por mim, mas por todas as pessoas que um dia me apoiaram, que me davam inspiração. Meus amigos, meus colegas, meus leitores, meus anjos da guarda. Foi assim que o Flor de Diamantes cresceu, e diferente do que ele era quando foi criado, hoje ele já não pertence a mim, ele pertence a todos vocês!
Um grande abraço
Érica Arruda
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Amigos
Queridos amigos,
Escrevo-lhes para contar uma triste história de vida, na verdade estou brincando pois sei que ficariam entediados com a minha longa e tortuosa história, afinal, já a conhecem de "cabo a rabo". Sem mais delongas, como vocês sabem, eu sou bem direta e não escondo nada de ninguém, morrerei em breve. Sim, tenho uma doença gravíssima e pouco tempo de vida. Sei que pensam que estou brincando, mas não. Digo-lhes a verdade e nada mais que a verdade, e fico imaginando como estará a face de vocês ao lerem esta carta, parece-me engraçado. Ok, a morte de uma pessoa não é nada engraçada, mas como devem lembrar, eu sempre ri até nas piores situações possíveis, como por exemplo quando fomos parar na delegacia por engano e comecei a rir da cara do policial que bateu a cabeça na porta da viatura! Sei que morrerei feliz, pelo menos espero isso, porque pode ocorrer de um de vocês se desesperar e se tacar na frente de um carro para morrer junto comigo! Sei que me amam muito, mas não há necessidade para tal ato, será bom passar uns tempos no céu longe de vocês, e quando subirem também, eu darei uma festa, isso é se Deus permitir, mas se ele não deixar, nós fugiremos, como sempre fazíamos quando nossas mães não nos deixava ir para as festas. Então pessoal, é o seguinte, não quero ver ninguém chorando no meu enterro, nem jogando flores no meu cachão, eu não gosto de flores, mas se puderem jogar um CD do Charlie Brown Jr ficaria grata. Por favor, nada de música de enterro, seria melhor se vocês cantassem "A árvore da montanha olê iaô", ficaria diferente e original, e se alguém reclamar, vocês podem dizer que fui eu quem mandou e se achar ruim voltarei para puxar não só o pé, mas o corpo inteiro para debaixo da cama cheia de baratas. E por falar em baratas, é melhor não me enterrar não, prefiro ser cremada, não suportaria ficar embaixo da terra com as baratas, me dá pavor, vocês bem devem lembrar do meu trauma com baratas, como por exemplo a noite que passei sentada com medo de alguma subir em mim. Como sei que vocês são preguiçosos e não gostam de ler, encerro minha carta por aqui. Queria poder dizer-lhes que estou brincando com vocês, mas infelizmente, esta carta só foi uma maneira que encontrei para disfarçar um pouco a dor que estou sentindo em despedir-me de todos vocês. Espero que fiquem bem sem mim, precisarão ficar...
Com carinho
Érica Arruda
P.S.: Não escrevam nada em minha lápide(ou na caixinha das cinzas) permanecerei no anonimato, ser famoso da muito trabalho.
Escrevo-lhes para contar uma triste história de vida, na verdade estou brincando pois sei que ficariam entediados com a minha longa e tortuosa história, afinal, já a conhecem de "cabo a rabo". Sem mais delongas, como vocês sabem, eu sou bem direta e não escondo nada de ninguém, morrerei em breve. Sim, tenho uma doença gravíssima e pouco tempo de vida. Sei que pensam que estou brincando, mas não. Digo-lhes a verdade e nada mais que a verdade, e fico imaginando como estará a face de vocês ao lerem esta carta, parece-me engraçado. Ok, a morte de uma pessoa não é nada engraçada, mas como devem lembrar, eu sempre ri até nas piores situações possíveis, como por exemplo quando fomos parar na delegacia por engano e comecei a rir da cara do policial que bateu a cabeça na porta da viatura! Sei que morrerei feliz, pelo menos espero isso, porque pode ocorrer de um de vocês se desesperar e se tacar na frente de um carro para morrer junto comigo! Sei que me amam muito, mas não há necessidade para tal ato, será bom passar uns tempos no céu longe de vocês, e quando subirem também, eu darei uma festa, isso é se Deus permitir, mas se ele não deixar, nós fugiremos, como sempre fazíamos quando nossas mães não nos deixava ir para as festas. Então pessoal, é o seguinte, não quero ver ninguém chorando no meu enterro, nem jogando flores no meu cachão, eu não gosto de flores, mas se puderem jogar um CD do Charlie Brown Jr ficaria grata. Por favor, nada de música de enterro, seria melhor se vocês cantassem "A árvore da montanha olê iaô", ficaria diferente e original, e se alguém reclamar, vocês podem dizer que fui eu quem mandou e se achar ruim voltarei para puxar não só o pé, mas o corpo inteiro para debaixo da cama cheia de baratas. E por falar em baratas, é melhor não me enterrar não, prefiro ser cremada, não suportaria ficar embaixo da terra com as baratas, me dá pavor, vocês bem devem lembrar do meu trauma com baratas, como por exemplo a noite que passei sentada com medo de alguma subir em mim. Como sei que vocês são preguiçosos e não gostam de ler, encerro minha carta por aqui. Queria poder dizer-lhes que estou brincando com vocês, mas infelizmente, esta carta só foi uma maneira que encontrei para disfarçar um pouco a dor que estou sentindo em despedir-me de todos vocês. Espero que fiquem bem sem mim, precisarão ficar...
Com carinho
Érica Arruda
P.S.: Não escrevam nada em minha lápide(ou na caixinha das cinzas) permanecerei no anonimato, ser famoso da muito trabalho.
Texto totalmente fictício pessoal. Pauta para o Bloínquês 48ª edição cartas
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Apenas para mim
Esta noite, não pude dormir. Sentei-me na janela e observei a lua, ocupei-me a noite completa em meus pensamentos difíceis e pesados e isso foi um grande esforço para mim. Poderia estar cansada e desejar a minha cama, passar o dia inteiro dormindo, mas não! Levantei-me, não passei na frente de nenhum espelho, eu me senti perfeitamente bela! Olhei no meu armário, e tirei de lá meu tão esquecido salto alto, coloquei-o. Hoje eu descobri que posso ter o mundo apenas para mim, e que nada pode me causar dano. Eu compreendi que o medo já não é mais forte do que eu. Saí caminhando por entre as ruas, sentindo aquele vento forte, vendo as folhas deixando as árvores nuas e olhando os belos casais, aqueles que sempre me deprimiam, e dessa vez me senti contente por prestigiar cenas tão bonitas. Apesar de todo aquele frio, passei minhas mãos na água que jorrava da fonte do parque central, pareceu-me quente. Na verdade tudo parecia quente, acolhedor, percebi que finalmente me sentia parte desse mundo. Consegui rir de mim mesma e ver o quanto tinha mudado e não havia percebido. Consegui inspirar-me em meus poemas, em minhas musicas. Hoje foi um dia perfeito, me arrisquei sem medo de cair, senti o mundo apenas para mim.
Inspirado na música "Ella" - bebeMil desculpas por demorar a postar, estava passando por uma crise de personalidade (
terça-feira, 14 de junho de 2011
Cigarros e conhaques
O sol já nascia, os raios passavam por entre as frestas que as cortinas mal fechadas deixavam existir, enquanto ela estava jogada no carpete do seu quarto fumando mais um cigarro, o último da 3ª caixa que fumara durante a noite, e colocando mais um pouco de conhaque em seu copo. Passara a noite ali, fumando e bebendo como nunca houvera feito antes. Sentia-se mais aliviada depois daquela noite, apesar de não ter esquecido nenhum de seus problemas que lhe atormentavam. Seu celular estava em cima da estante, tocara a noite toda, e quem quer que fosse, ela não fez questão de atender. Perguntas como "Porque?" ou "Até quando?" saíram de sua boca durante a madrugada, mas nem ela sabia ao certo o motivo para estar ali. No dia anterior havia brigado com todos os seus amigos " Eu não preciso deles, não os quero mais em minha vida" repetiu ela inúmeras vezes enquanto escutava seus antigos discos de vinil. Quem a visse naquele estado, ficaria admirado. Ela nunca foi tão fraca como estava sendo, todos sempre viram-na como a mulher mais elegante e forte que conhecem. Mas naquela noite, ela pôde se dar o luxo de ser fraca e baixa ao mesmo tempo. Enquanto dançava uma convidativa valsa, sozinha como era de se esperar, no espaço vago de sua sala de estar, ela recitava seu discurso, o qual sonhava gritar para o mundo ouvir: "Eu quem sou? Uma grande mulher, uma ótima escritora, reconhecida por muitos, bem remunerada! Mas de que me adianta? Meus amigos fogem de mim, e meu amado, ó o meu amado, nem seu nome eu me recordo." Os sinais de embriagues já eram evidentes nas palavras daquela mulher, afinal, já nem se recordava do nome daquele que um dia partiu, dizendo-lhe que voltaria. Ela simplesmente havia cansado, sentia-se melhor daquela forma, e não havia ninguém que pudesse lhe repreender por isso. "Eu sou livre!" Gritou ela, ao mesmo tempo que derramava um copo de conhaque em sua cabeça. Rindo sozinha, ela se arrastou até a cama, era hora de dormir. Jogou de lado o sobre tudo, e deitou-se em sua cama. Ali passou o resto da manhã, e quando acordou, assustada por sinal, sentiu aqueles braços fortes envoltos em seu corpo e uma voz terna em seus ouvidos " Volte a dormir, vejo que sua noite foi longa, não se preocupe, estou aqui, está tudo bem". Nada mais ela escutou, apenas sabia que ele havia voltado.
domingo, 12 de junho de 2011
Eu sou o coração das trevas!
1° Concurso ABL
quinta-feira, 9 de junho de 2011
No amor e no jogo vale tudo!
Querido amigo,
Escrevo-lhe para dizer que partirei em breve. Sentirei a sua falta companheiro! Falta das noites que ficávamos vagando pelas sarjetas, completamente embriagados. Falta das confusões que arrumávamos com os estudantes dos cursos que divergem das engenharias. Por falar nisso, acabo de perceber que não iremos nos formar juntos como sempre planejamos, mas espero que compre aquelas vuvuzelas para fazer bagunça e deixar os seguranças irritados. Mas voltando para o propósito desta carta, você sempre foi um amigo excepcional, acompanhou-me durante todos esses anos fielmente. Este sempre foi o nosso lema meu caro, a lealdade, pois bons amigos se baseiam nisso. Mas chegamos a um ponto que trairíamos um ao outro. Sabes do que falo, sabes o que está acontecendo. Sempre tivemos os mesmos gostos e não admiro-me por termos nos apaixonado pela mesma mulher. Ela foi sempre tão perfeita, aquele sorriso terno, aqueles olhos profundos, aquela voz serena, o perfume de rosas, a delicadeza e educação de uma baronesa! Sei que também te sentes louco ao pensar em tocar aqueles lábios meu colega, te conheço muito bem para afirmar isso. Sempre falávamos que mulher nenhuma seria capaz de interferir na nossa vida. Completamente equivocados, hoje, ela é o motivo para nossas bigas rotineiras meu caro! E nem ao menos paramos para nos perguntar se ela ao menos nos enxerga com outros olhos! Sabes que ela encanta muitos por ai e não demonstra sequer um mero sentimento. Mas conosco é diferente, ela é nossa amiga, e fica muito difícil perceber o que se passa naquela mente. Por isso grande amigo, tomei uma decisão. Conversei com ela, uma conversa de longas horas, e depois de tantas palavras trocadas, precisei escrever-lhe esta carta. Desejo-lhe toda a felicidade do mundo meu amigo, espero que consigas ser feliz, pois eu o serei. Não fui honesto contigo, e não me arrependo. Sexta-feira, partirei, e junto comigo ela irá! Perdão, é só o que posso dizer.
Pois como sempre dizemos: No amor e no jogo vale tudo!
Um abraço meu camarada!
Ass: Victor
Tema - 141ª semana - Blorkutando
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Voltarei um dia... (2ª parte)
Clarice estacionou o carro em frente a padaria de dona Rosária, pelo menos ela esperava que ainda fosse, e entrou naquele pequeno comércio onde comprava pão todos os dias quando morava por ali. Quando entrou no estabelecimento, sentiu aquele delicioso cheiro de rosquinhas, aquele cheiro que ela tanto adorava. Se dirigiu ao balcão, onde estava uma menina que aparentava ter uns 16 anos. "Olá, você pode me informar se esta padaria ainda é da dona Rosária?" Perguntou ela com delicadeza. "Sim, é sim, você quer falar com ela?" Respondeu ela sutilmente, parecendo ser muito simpática. Clarice assentiu com a cabeça e a menina seguiu em meio a uma porta que ficava nos fundos da padaria. Alguns minutos depois, ela voltou, e logo atrás, vinha uma velha senhora caminhando em passos lentos e com uma expressão de curiosidade para saber quem a havia chamado. Clarice sorriu ao vê-la e não demorou muito, as lágrimas rolaram. Dona Rosária, por alguns instantes, não soube quem era aquela jovem que chorava ao vê-la, mas quando olhou bem aquele rosto, aquela expressão, não precisou de apresentações. Abraçou-a sem dizer nenhuma palavra, envolveu-a em seus pequenos braços assim como quando ela era criança. "Nem posso acreditar que você lembrou da sua velha madrinha minha filha" Dizia dona Rosária " Eu apenas tinha medo, muito medo tia Rosa. Não sabe o quão difícil foi vir aqui." Dona Rosária, além de dona da padaria, era a madrinha de Clarice, sempre cuidou da afilhada como se fosse sua própria filha, e ficou desnorteada quando a menina foi embora da cidade, deixando-lhe apenas uma carta:
"Querida tia Rosa,
Sei que neste momento está chateada comigo, e não lhe tiro a razão para isso.Eu precisava ir embora, precisava me afastar. Sabe tia Rosa, eu ando com umas certas dúvidas em relação ao Marcelo, não sei se ele será um bom padrasto na ausência de minha mãe.Eu não posso continuar aqui, além do mais, em breve completarei 18 anos e ninguém mais controlará minha vida.Espero poder voltar um dia, para abraçar-lhe.
Um abraço, Clarice.
Dona Rosária não sabia da verdade entre Clarice e Marcelo, a menina sempre achou melhor não contar. Na verdade ela sentiu medo de ser rejeitada pela única que ainda poderia lhe dar apoio naquele mundo. Mas depois daqueles 5 anos, Clarice decidiu que estava na hora de se abrir com sua madrinha.
Continua
Por: Érica Arruda
Pessoal, mas uma parte da história, espero que tenham gostado
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