quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu não desisti.


Eu lia cada palavra daquela carta, vagarosamente "Fiquei sabendo que está pensando em ir embora. Pensei nas longas conversas que um dia tivemos, e vi que se fores embora, deixarás para trás todos os sonhos que pensavas construir aqui. Não ouse desistir de tudo que você sonhou! Eu muito me admiro que você esteja sendo tão covarde, você que sempre me ensinou a ser forte até quando as forças pareçam acabar! Você que sempre me escreveu versos românticos, falando da sua luta para ser feliz! E como em um filme, você resolve fugir, como se tudo fosse dar certo ao recomeçar! Você está entrando no seu mundo fictício, mesmo sempre tendo me falado para não me iludir com todas essas coisas clichês, que não existem na maioria dos casos! Estou decepcionada com a sua atitude, hoje vejo que todo o seu ideal de vida era apenas mais uma de suas histórias" Eu ria ao ler cada palavra dela. Quantas vezes eu expliquei a minha maneira de viver a vida, quantas vezes eu tentei fazer com que ela acordasse! Mas como sempre, ela havia entendido errado. Eu apenas pude responder com outra carta, a qual o destinatário era merecedor de tais palavras "Você sempre fingiu entender tudo que um dia eu te ensinei, mas na verdade você fez tudo ao contrário, e decidiu levantar o dedo em minha direção para acusar-me do ato infame que seria desistir dos meus sonhos! Eu não desisti deles, eu apenas percebi que qualquer lugar para realiza-los será melhor do que perto de você. Isso é simples. Até breve. Um Abraço, Augusto." Precisei ser assim, é só quando apanhamos de alguém que percebemos os nosso erros... Ela com certeza perceberia os dela, mas ninguém me garantia que correria atrás para concerta-los. A minha parte eu havia feito, apenas devia seguir em frente.

1 comentários:

Bruna Morgan disse...

Gostei do texto, parabéns!

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