quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Além da Verdade

Além da Verdade
     Por:Érica Arruda


  Acordei como todos os outros dias, mas dessa vez, não sentei para ler o jornal e nem ao menos tomei o café da manhã. Apenas vesti minha roupa, que por sinal me incomodava roupas tão apertadas, eu sentia muita falta daquela linda bata branca que eu vestia, simples e leve, mas voltando ao que eu dizia, aquele dia eu saí à procura de um emprego. Peguei um ônibus em frente ao hotel, indo em direção ao centro da cidade, havia conversado com a camareira nos dias que ela conseguia parar um pouco no meu quarto para me fazer companhia, e em uma dessas conversas ela me havia dito que o centro era o melhor lugar para quem procurava um emprego. O ônibus estava cheio, foi difícil entrar e me acomodar junto àquelas pessoas, nessa hora senti falta das minhas asas. Se ainda as tivesse, levaria apenas alguns minutos, sem contar o fato de que eu não estaria espremida no meio de tanta gente "porca" que nem dizem vocês. Ali naquele ônibus, além de demorar muito tempo para chegar, eu me senti um monstro, não se sinta espantado com a minha colocação, afinal vocês estão acostumados a usar esse tipo de veículo, mas não se importam com a destruição que ele causa, e sim, eu me sentia um monstro, porque eu estava colaborando com aquilo, e eu estava me sentindo presa, em meio aquela situação precária que muitos viviam ali dentro. Quando me diziam que o ser humano era cheio de defeitos, eu não acreditava, afinal, vocês foram feitos a semelhantes a Deus. Só que quanto mais tempo eu passava aqui na Terra, eu podia ver a grande diferença existente entre nós. Como já disse, podem me chamar de Holl, acho que vamos nos encontrar mais do que eu esperava.

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