quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Talvez não seja ruim


Tinha tudo para ser um dia perfeito, a chuva caía e eu estava deitada na minha perfeita cama nova, que aliás era um milagre, porque minha mãe tinha me enrrolado muito tempo para comprar aquela cama e finalmente ela comprou. Mas como eu disse, tinha, porque quando eu olhei para o lado vi dentro da minha mochila, que estava jogada no chão, o cd com todos os dados do meu trabalho, na verdade do nosso, porque o trabalho era em grupo e o responsável por organizá-lo era o Lucas. E o pior de tudo era que o trabalho  tinha que ser entregue no dia seguinte. Levantei revoltada sem saber o que fazer, eu podia ter certeza que havia entregado aquele cd para o babaca do Lucas e não fazia ideia de como ele foi parar ali. Peguei meu celular e comecei a procurar o número dele, afinal ele podia muito bem ir buscar aquele cd na minha casa. Mas como quando a gente tem que ter o dia de azar nada muda isso, eu não encontrei o número que misteriosamente sumiu da minha agenda. Era o fim, eu ia ter que sair naquela chuva! Peguei a calça jeans que usei no dia anterior, coloquei um casaco e a mochila nas costas, ia aproveitar para entregar o caderno dele, como esse menino estava distraído no dia anterior! Eu andava em passos largos, atravessando todas as 10 quadras que distanciavam nossas casas. Quando finalmente cheguei, ninguém estava lá! Incrédula, sentei na escadaria para pegar o caderno com a esperança de encontrar um telefone, e na primeira página ele tinha escrito: "Júlia, me espera na ponte, ok?" Eu não estava acreditando naquilo tudo, ele só podia estar brincando com a minha cara. Levantei irritada e segui em direção à ponte, quando chegasse lá esse garoto ia me ouvir. Não tinha ninguém nas ruas, só carros estacionados e água na pista. Eu segurava meu gorro para que não molhasse meu cabelo, isso já seria demais. Quando cheguei à ponte lá estava ele, parado observando o lago. "Vem cá, você não tem mais o que fazer não? Eu aqui preocupada com esse trabalho e você fazendo joguinho?" peguei o cd e entreguei nas mãos dele. Ele pegou o cd, o olhou por um instante e o jogou no lago! "Você está maluco? Olha o que você fez!" E ele me olhava ainda calmo " Aquele não era o cd do trabalho, pode ficar tranquila. Eu sabia que se eu te chamasse aqui hoje, não iria vir. Precisei arrumar uma desculpa" Eu estava ficando cada vez mais indignada " Me chamar pra que Lucas? Ta chovendo, eu estou toda molhada e você ainda me faz vir aqui? O que seria tão importante assim que não podia esperar para amanhã?" "Você sempre me disse que seu sonho era fazer isso..." "Isso o que garoto?" E me beijou, um beijo leve, carinhoso. O Lucas e eu tínhamos uma história, história esta que acabou quando ele foi passar um tempo longe, e desde que havia voltado não tínhamos tocado no assunto "nós". Eu não conseguia entender o porque de tudo aquilo. Quando nos soltamos eu não sabia o que dizer. " Eu não aguentava mais ficar longe de você, eu te amo Júlia" E como eu sempre acreditei que atitudes valem mais que palavras, o beijei. E vi que aquele dia não precisava terminar ruim como começou.

1 comentários:

Tay disse...

Oi flor, Feliz Natal :)
bjus ;*

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