terça-feira, 14 de junho de 2011

Cigarros e conhaques


O sol já nascia, os raios passavam por entre as frestas que as cortinas mal fechadas deixavam existir, enquanto ela estava jogada no carpete do seu quarto fumando mais um cigarro, o último da 3ª caixa que fumara durante a noite, e colocando mais um pouco de conhaque em seu copo. Passara a noite ali, fumando e bebendo como nunca houvera feito antes. Sentia-se mais aliviada depois daquela noite, apesar de não ter esquecido nenhum de seus problemas que lhe atormentavam. Seu celular estava em cima da estante, tocara a noite toda, e quem quer que fosse, ela não fez questão de atender. Perguntas como "Porque?" ou "Até quando?" saíram de sua boca durante a madrugada, mas nem ela sabia ao certo o motivo para estar ali. No dia anterior havia brigado com todos os seus amigos " Eu não preciso deles, não os quero mais em minha vida" repetiu ela inúmeras vezes enquanto escutava seus antigos discos de vinil. Quem a visse naquele estado, ficaria admirado. Ela nunca foi tão fraca como estava sendo, todos sempre viram-na como a mulher mais elegante e forte que conhecem. Mas naquela noite, ela pôde se dar o luxo de ser fraca e baixa ao mesmo tempo. Enquanto dançava uma convidativa valsa, sozinha como era de se esperar, no espaço vago de sua sala de estar, ela recitava seu discurso, o qual sonhava gritar para o mundo ouvir: "Eu quem sou? Uma grande mulher, uma ótima escritora, reconhecida por muitos, bem remunerada! Mas de que me adianta? Meus amigos fogem de mim, e meu amado, ó o meu amado, nem seu nome eu me recordo." Os sinais de embriagues já eram evidentes nas palavras daquela mulher, afinal, já nem se recordava do nome daquele que um dia partiu, dizendo-lhe que voltaria. Ela simplesmente havia cansado, sentia-se melhor daquela forma, e não havia ninguém que pudesse lhe repreender por isso. "Eu sou livre!" Gritou ela, ao mesmo tempo que derramava um copo de conhaque em sua cabeça. Rindo sozinha, ela se arrastou até a cama, era hora de dormir. Jogou de lado o sobre tudo, e deitou-se em sua cama. Ali passou o resto da manhã, e quando acordou, assustada por sinal, sentiu aqueles braços fortes envoltos em seu corpo e uma voz terna em seus ouvidos " Volte a dormir, vejo que sua noite foi longa, não se preocupe, estou aqui, está tudo bem". Nada mais ela escutou, apenas sabia que ele havia voltado.

2 comentários:

Pamela Dal'Alva. disse...

Blogueiros e blogueiras de plantão.
Veja em exclusividade a super noticia.

http://historiasdepamela.blogspot.com/2011/06/atencao-blogueiros-de-plantao.html

Participe também dessa grande festa.
#Espalhe para geral.

Tay disse...

Gostei do texto, ficou muito bom *-*
bjus =*

http://fractionsfrommylife.blogspot.com

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