domingo, 12 de junho de 2011

Eu sou o coração das trevas!



Ao fugir da solidão buscando companhias quaisquer, me feri. Ao buscar amores perfeitos, sangrei. E se continuasse assim, morreria. Quantos ideais desfeitos eu chorei, quantos versos românticos escrevi, mas de que valeram? Serviram para alimentar meus medos e prender-me a uma vida movida às custas dos outros. Eu era dependente de toda e qualquer pessoa que fosse capaz de colocar um sorriso em meu rosto. Sorrisos que só abriam as portas para amarguras. Amigos? Onde foram parar? Sumiram sem nem olhar para trás, não se preocuparam com aquela pobre inocente que tinha medo da solidão. Mudei. De pobre ou inocente nada tenho. Companhias são totalmente dispensáveis ao meu dia, em realidade, eu não faço parte do mundo. Vivendo aqui na solitária de uma torturante prisão, eu me sinto bem. Eu sou a única que não cogita quando mandada para cá, melhor dizendo, eu sempre estou aqui, por escolha própria! Me dá nojo conviver com todas aquelas mulheres que se dizem suas amigas, sendo que a única coisa que podem ter em comum é o crime cometido. Mulheres que se arrependem das coisas que fizeram... FRACAS! Eu nunca me arrependerei de o ter matado, assim como nunca esquecerei de seu sangue em minhas mãos. Ele mereceu, jogou a minha amizade fora, trocou-me por uma qualquer que nunca se deu valor! A nossa amizade seria para sempre se não fosse por ela! Sinto-me bem aqui, na escuridão dessa sala fria. Pelo menos aqui, posso pensar em como a levarei junto a mim para o inferno quando ver a cor do sol novamente. Eles foram o motivo para tornar-me esta que vos fala. Nada temo, seguirei em frente até meu último suspiro, pois eu sou o coração das trevas.


1° Concurso ABL

4 comentários:

Tay disse...

UOL, amei esse texto, ficou muito bom *-*

bjus =*

Érica Arruda disse...

*-* Que bom que gostou!

Jade Amorim disse...

Entendo completamente isso. Na boa, ainda não cheguei na parte "assassina-psicopata-sangue-frio" que você chegou no fim do texto, mas essa parte de ter sido excluída, subjugada e agora não precisar de mais ninguém e ser feliz em minha própria pseudo-solidão.

Não suporto essas mulheres que se fazem de nossas amigas, nem estes homens e muitos dos comportamentos mundanos que agora nos envenenam e tentam nos alienar.

Adorei, estou seguindo.

Beijos.

Érica Arruda disse...

Que bom que gostou e fico feliz por ter lido realmente e se identificado com o texto, leitoras assim são muito importantes para mim.
Obrigada por seguir o Blog
Beijos

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